A restrição a caminhões na Marginal Tietê, em São Paulo, mudou a concentração dos índices de lentidão na cidade ao longo do dia e fez com que uma prática adotada por parte dos caminhoneiros entrasse na mira das polícias rodoviárias estadual e federal. Após um mês de proibição, que será completada nesta quinta-feira (5), caminhoneiros passaram a utilizar acostamentos de rodovias como estacionamento para aguardar a hora de circular na capital paulista.
O G1 trafegou pelas rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Presidente Dutra nos dois períodos de restrição – entre 5h e 9h e das 17h às 22h – na sexta-feira (30) e segunda-feira (2). Em todas as rodovias a reportagem constatou o uso do acostamento. A prática é considerada infração e gera multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira de habilitação, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.
O motorista Raimundo Neri dos Santos, que mora em Osasco, na Grande São Paulo, estava entre os que usavam o acostamento da Via Dutra na noite de segunda. “Não tem onde ficar. A guarda pode vir multar, mas não tem outra saída. E pode acontecer acidente”, admite.
Os responsáveis pela fiscalização não divulgaram balanço das autuações nas estradas. As infrações ocorrem, em sua maioria, do km 17 até a capital da Bandeirantes e do km 20 até São Paulo da Anhanguera. Já na Via Dutra, estrada que liga a capital paulista ao Rio de Janeiro, há registros de caminhões parados na faixa de segurança desde Guarulhos, na Grande São Paulo. Os horários em que mais ocorrem autuações são entre 30 e 40 minutos antes do fim do horário.
Quem mais para nos acostamentos são os motoristas autônomos - já que a maioria das transportadoras mantém estacionamentos em bairros de São Paulo e cidades da região -, segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Mardilher Ramalho Ribeiro, chefe da seção de policiamento e fiscalização da região da Via Dutra. “Eles vêm de outros estados e não sabem da restrição”, disse.
Acostamento vazio, marginal cheia
Nos primeiros minutos após as 22h, fim do horário de restrição, o tráfego de caminhões toma a Via Dutra, que costuma apresentar todas as faixas foram tomadas pelos veículos de carga. Por volta das 22h15, a mesma situação era verificada na Marginal Tietê. O aumento do trânsito no horário na cidade não foi divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que concentra a divulgação de seus boletins diários no período entre 7h e 20h.
O mesmo acontece durante a manhã na Rodovia dos Bandeirantes - poucos minutos antes das 9h o tráfego de veículos de carga aumenta nos últimos dez quilômetros da rodovia antes do acesso à Marginal Tietê. Além disso, os veículos que estavam parados nos acostamentos começam a seguir viagem, realizando manobras que obrigam os motoristas a ficarem atentos. Logo depois das 9h, a marginal é tomada pelos caminhões - veículos que estavam em transportadoras nas zonas Norte e Leste também saem das garagens, e é possível vê-los em todas as faixas da pista expressa.
Lentidão cresceu 413,6% das 10h às 16h às terças-feiras, segundo dados da CET A CET divulgou que o trânsito melhorou no período da restrição. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da companhia se limitou a informar alguns dados preliminares sobre os impactos da restrição. Segundo a CET, as filas diminuíram na cidade durante os períodos de pico. Se comparado com março do ano passado, a queda foi de 19,7% pela manhã e 40,2% durante a tarde.
Fora do horário de pico – das 10h às 16h – entretanto, houve aumento da lentidão média na cidade em todos os dias da semana. Na Marginal Tietê, isso só não ocorreu às quintas-feiras, quando houve redução de 30,5%, segundo a companhia. Às segundas, o aumento na lentidão foi de 75% fora do horário de pico; às terças, de 413,6% e às quartas de 57,9%. O dado sobre as sextas-feiras não foi informado pela CET.
A terça feira também foi o dia da semana onde houve aumento da lentidão dentro dos horários de pico na Marginal Tietê - de 21% durante a manhã e de 166,7% durante a tarde. Na primeira terça-feira após a restrição, dia 6 de março, a CET registrou 159 km de filas na cidade às 11h, maior índice no período da manhã em 2012. O número, entretanto, não foi registrado como recorde – a companhia só contabiliza como recorde os índices dentro do horário de pico, que é oficialmente entre 7h e 10h. Nesse dia, um vazamento de gás que causou a interdição da Avenida Chedid Jafet, na Zona Sul, piorou a lentidão na cidade.
Balanço de multas
Um mês após o início da restrição, a CET ainda não divulgou um balanço das multas aplicadas na Marginal Tietê aos caminhoneiros que desrespeitaram a proibição. A equipe de reportagem do G1 solicitou uma entrevista à CET sobre o assunto, mas o pedido foi negado.
FONTE: G1
BLOG COM FINALIDADE DE ACOMPANHAR E COMPARTILHAR ASSUNTOS LOGÍSTICOS.
domingo, 8 de abril de 2012
PRF reforça segurança nas estradas e restringe bi-trens no feriado
Começa na quinta-feira a Operação Semana Santa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para prevenir acidentes e dar fluidez ao trânsito nas estradas mineiras. No mesmo período do feriado no ano passado, foram registrados 371 acidentes, com 283 feridos e 20 mortes nas BRs. Uma das medidas da PRF para reduzir as ocorrências é a restrição na circulação de veículos de carga.
Por medida de segurança, caminhões bi-trens, rodotrens, cegonheiras e veículos com cargas excedentes terão horário controlado para circular em rodovias federais de pista simples. Não poderão rodar na quinta de 16h às 22h, na sexta de 6h às 12h e no domingo de 16h à 0h. O motorista que descumprir a determinação será multado em R$ 85,13 (infração média), receberá quatro pontos na carteira de habilitação e terá o veículo retido.
Além das restrições, a polícia vai intensificar blitzes e fiscalizações. Todo o efetivo da PRF estará na operação que tem como foco o combate a motoristas bêbados, motociclistas imprudentes e excesso de velocidade nas vias. Uma aeronave vai dar apoio aos policiais na operação.
Campanha - A PRF vai distribuir material educativo na Região Metropolitana de BH. As campanhas acontecerão no posto da polícia em Sabará, na BR-381 (saída para João Monlevade) de 9 às 11h, e no posto de Betim (saída para São Paulo) de 14h às 16h. A ação educativa terá como slogan “Sua presença faz falta, seja prudente no trânsito”.
FONTE: Estado de Minas - MG
Por medida de segurança, caminhões bi-trens, rodotrens, cegonheiras e veículos com cargas excedentes terão horário controlado para circular em rodovias federais de pista simples. Não poderão rodar na quinta de 16h às 22h, na sexta de 6h às 12h e no domingo de 16h à 0h. O motorista que descumprir a determinação será multado em R$ 85,13 (infração média), receberá quatro pontos na carteira de habilitação e terá o veículo retido.
Além das restrições, a polícia vai intensificar blitzes e fiscalizações. Todo o efetivo da PRF estará na operação que tem como foco o combate a motoristas bêbados, motociclistas imprudentes e excesso de velocidade nas vias. Uma aeronave vai dar apoio aos policiais na operação.
Campanha - A PRF vai distribuir material educativo na Região Metropolitana de BH. As campanhas acontecerão no posto da polícia em Sabará, na BR-381 (saída para João Monlevade) de 9 às 11h, e no posto de Betim (saída para São Paulo) de 14h às 16h. A ação educativa terá como slogan “Sua presença faz falta, seja prudente no trânsito”.
FONTE: Estado de Minas - MG
terça-feira, 3 de abril de 2012
Com projetos de privatização desatualizados, BRs de Minas continuam com problemas
Projetos baseados em informações desatualizadas e pesquisas de qualidade ruim fizeram as concessões de rodovias mineiras pararem nas pranchetas de projetistas, sem seduzir a iniciativa privada, ou serem brecadas pelos tribunais de controle do Poder Executivo. Desde 2007, quando foi iniciada a operação da MG-050, nenhum trecho de estradas de Minas Gerais foi mais ampliado e preparado para ser administrado em sistema de concessão ou por meio de parceria público-privada (PPP).
Entre a cobrança e os buracos, os usuários que dependem de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convivem com asfalto deteriorado, falta de sinalização, pistas estreitas e acidentes. Segundo levantamento da autarquia, dos 96 editais lançados para manutenção e projetos entre 2009 e o ano passado, 56 (58,3%) estão parados na burocracia ou sendo contestados na Justiça. Apenas 40 estão em fase de execução (41,7%).
Nesta semana o Ministério do Planejamento divulgou apresentação preparada pela ministra Miriam Belchior para investidores nova-iorquinos interessados no Brasil. Entre os projetos que pretendem atrair dólares destacam-se as concessões das BRs 040 e 116 em Minas Gerais, programadas para o segundo semestre. O que não foi dito aos norte-americanos é que os projetos estão atolados em questionamentos desde 2008, quando foram apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e depois interrompidos.
Enquanto o impasse persiste, a necessidade de obras é grande. As estradas estão entre as três mais mortais de Minas Gerias, perdendo apenas para a BR-381, na saída para Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte. Apenas na 040 e somente em um acidente no trecho não duplicado, em Felixlândia, morreram 15 passageiros de um ônibus que bateu em uma carreta. No ano passado, os dois acidentes com maior número de vítimas no estado ocorreram na mesma estrada, ambos na Região Central: o primeiro, com sete mortos, em Cristiano Otoni, no sentido Rio de Janeiro, e o segundo, com cinco, em Três Marias, a caminho de Brasília.
De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, além das BRs 040 e 116, o mercado tem demonstrado interesse em participar de concorrências para concessões da BR-381, entre a capital e Governador Valadares, da BR-262, de João Monlevade à divisa com o Espírito Santo, e da BR-050, no Triângulo, como uma continuação da Rodovia Anhanguera, que vem de São Paulo. “Os estudos defasados e os projetos acabam inviabilizando a aprovação pelos órgãos fiscais”, indicou a associação. “Sem dúvida, a privatização é o melhor modelo de conservação e administração. O setor público fica na posição de fiscalizar e pode pôr no contrato de concessão exigências de segurança, qualidade e conforto”, avalia o especialista em transporte e trânsito da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues. Quanto às reclamações sobre o pagamento de pedágio, o engenheiro faz uma analogia: “Você prefere beber água suja de graça ou água limpa, pagando?”
Inconsistências comuns barraram por anos no TCU os projetos de concessão das BRs 040 e 116. Ambos tinham estudos de viabilidade econômica defasados, com atraso de 24 meses, segundo os processos. O Relatório de Estudos de Tráfego Preliminares foi baseado em pesquisa realizada por apenas sete dias seguidos, prazo curto para uma simulação que considere vários períodos.
Os 816,7 quilômetros com privatização prevista na BR-116 e os 937 da BR-040 apresentaram inconsistências também no sistema de cálculo da tarifa básica de pedágio, inicialmente de R$ 5,48 e de R$ 2,60, respectivamente. Uma reformulação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), baixou o preço para R$ 5,43 e R$ 2,47, mas mais uma vez as contas não foram aprovadas. O TCU determinou que na BR-040, por exemplo, a cobrança não poderia exceder R$ 2,20.
Técnicos do tribunal não aprovaram ainda os custos apresentados para ampliar e adequar as duas vias para a concessão. Não passaram pelo crivo do tribunal as obras de terraplanagem, obras de arte especiais, sistema de drenagem, adequação de sinalização dos padrões de segurança, faixa de domínio e iluminação. “A resposta da ANTT não contemplou os detalhes, critérios ou justificativas possíveis de demonstrar a estimativa de recursos prevista.” No primeiro ano seriam investidos para a BR-040 R$ 200,46 milhões, e R$ 100,4 milhões para a 116.
A ANTT informou que aguarda decisão do TCU sobre os processos. O tribunal informou que técnicos da agência estão trabalhando com os da corte para suprir as inconsistências. Procurado, o Dnit não se pronunciou sobre o assunto.
Ponto crítico
A privatização é solução para as estradas?
Em termos
Pedágio não pode passar de R$ 1,50 por eixo, porque pesa demais nos custos e tira o lucro dos caminhoneiros. Do Tocantins para baixo, o Brasil aguenta pagar pedágio em um nível desses, pois compensa e pode melhorar as condições de rodagem. Agora, aqui em Minas Gerais só o pedágio da Fernão Dias (BR-381) é que vale a pena. Nos outros, o prejuízo é muito grande. E há casos em que nem o pedágio ajuda. Para a Rodovia da Morte (BR-381), por exemplo, não dá para esperar duplicação e pedágio. Ali tem de ser uma recuperação rápida. José Natan Emídio Neto, Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros
Sim
O preço compensa. É calculado sobre o movimento e é assim em todo o mundo. As pessoas sentem esse impacto onde não havia pedágio, mas depois percebem que vale a pena. Os caminhoneiros desgastam menos os pneus, o combustível rende mais, o tempo de viagem é menor e a segurança de uma via ampliada e bem sinalizada é muito melhor. É uma questão de foco: como cada empresa cuida da sua rodovia, pode fazer isso de forma muito melhor. O Estado não tem essa flexibilidade, não garante agilidade de socorros médico e mecânico. Moacyr Duarte, Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias
FONTE: Estado de Minas - MG
Entre a cobrança e os buracos, os usuários que dependem de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convivem com asfalto deteriorado, falta de sinalização, pistas estreitas e acidentes. Segundo levantamento da autarquia, dos 96 editais lançados para manutenção e projetos entre 2009 e o ano passado, 56 (58,3%) estão parados na burocracia ou sendo contestados na Justiça. Apenas 40 estão em fase de execução (41,7%).
Nesta semana o Ministério do Planejamento divulgou apresentação preparada pela ministra Miriam Belchior para investidores nova-iorquinos interessados no Brasil. Entre os projetos que pretendem atrair dólares destacam-se as concessões das BRs 040 e 116 em Minas Gerais, programadas para o segundo semestre. O que não foi dito aos norte-americanos é que os projetos estão atolados em questionamentos desde 2008, quando foram apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e depois interrompidos.
Enquanto o impasse persiste, a necessidade de obras é grande. As estradas estão entre as três mais mortais de Minas Gerias, perdendo apenas para a BR-381, na saída para Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte. Apenas na 040 e somente em um acidente no trecho não duplicado, em Felixlândia, morreram 15 passageiros de um ônibus que bateu em uma carreta. No ano passado, os dois acidentes com maior número de vítimas no estado ocorreram na mesma estrada, ambos na Região Central: o primeiro, com sete mortos, em Cristiano Otoni, no sentido Rio de Janeiro, e o segundo, com cinco, em Três Marias, a caminho de Brasília.
De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, além das BRs 040 e 116, o mercado tem demonstrado interesse em participar de concorrências para concessões da BR-381, entre a capital e Governador Valadares, da BR-262, de João Monlevade à divisa com o Espírito Santo, e da BR-050, no Triângulo, como uma continuação da Rodovia Anhanguera, que vem de São Paulo. “Os estudos defasados e os projetos acabam inviabilizando a aprovação pelos órgãos fiscais”, indicou a associação. “Sem dúvida, a privatização é o melhor modelo de conservação e administração. O setor público fica na posição de fiscalizar e pode pôr no contrato de concessão exigências de segurança, qualidade e conforto”, avalia o especialista em transporte e trânsito da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues. Quanto às reclamações sobre o pagamento de pedágio, o engenheiro faz uma analogia: “Você prefere beber água suja de graça ou água limpa, pagando?”
Inconsistências comuns barraram por anos no TCU os projetos de concessão das BRs 040 e 116. Ambos tinham estudos de viabilidade econômica defasados, com atraso de 24 meses, segundo os processos. O Relatório de Estudos de Tráfego Preliminares foi baseado em pesquisa realizada por apenas sete dias seguidos, prazo curto para uma simulação que considere vários períodos.
Os 816,7 quilômetros com privatização prevista na BR-116 e os 937 da BR-040 apresentaram inconsistências também no sistema de cálculo da tarifa básica de pedágio, inicialmente de R$ 5,48 e de R$ 2,60, respectivamente. Uma reformulação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), baixou o preço para R$ 5,43 e R$ 2,47, mas mais uma vez as contas não foram aprovadas. O TCU determinou que na BR-040, por exemplo, a cobrança não poderia exceder R$ 2,20.
Técnicos do tribunal não aprovaram ainda os custos apresentados para ampliar e adequar as duas vias para a concessão. Não passaram pelo crivo do tribunal as obras de terraplanagem, obras de arte especiais, sistema de drenagem, adequação de sinalização dos padrões de segurança, faixa de domínio e iluminação. “A resposta da ANTT não contemplou os detalhes, critérios ou justificativas possíveis de demonstrar a estimativa de recursos prevista.” No primeiro ano seriam investidos para a BR-040 R$ 200,46 milhões, e R$ 100,4 milhões para a 116.
A ANTT informou que aguarda decisão do TCU sobre os processos. O tribunal informou que técnicos da agência estão trabalhando com os da corte para suprir as inconsistências. Procurado, o Dnit não se pronunciou sobre o assunto.
Ponto crítico
A privatização é solução para as estradas?
Em termos
Pedágio não pode passar de R$ 1,50 por eixo, porque pesa demais nos custos e tira o lucro dos caminhoneiros. Do Tocantins para baixo, o Brasil aguenta pagar pedágio em um nível desses, pois compensa e pode melhorar as condições de rodagem. Agora, aqui em Minas Gerais só o pedágio da Fernão Dias (BR-381) é que vale a pena. Nos outros, o prejuízo é muito grande. E há casos em que nem o pedágio ajuda. Para a Rodovia da Morte (BR-381), por exemplo, não dá para esperar duplicação e pedágio. Ali tem de ser uma recuperação rápida. José Natan Emídio Neto, Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros
Sim
O preço compensa. É calculado sobre o movimento e é assim em todo o mundo. As pessoas sentem esse impacto onde não havia pedágio, mas depois percebem que vale a pena. Os caminhoneiros desgastam menos os pneus, o combustível rende mais, o tempo de viagem é menor e a segurança de uma via ampliada e bem sinalizada é muito melhor. É uma questão de foco: como cada empresa cuida da sua rodovia, pode fazer isso de forma muito melhor. O Estado não tem essa flexibilidade, não garante agilidade de socorros médico e mecânico. Moacyr Duarte, Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias
FONTE: Estado de Minas - MG
Juros do Procaminhoneiro caem de 7% para 5,5%
O governo anunciou nesta manhã (3) o aporte de R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), como parte do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). A proposta, segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, é dar forte apoio ao investimento com ênfase na inovação.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse montante irá se juntar aos R$ 100 bilhões de recursos próprios que o BNDES já tem.
Para o setor de ônibus e caminhões, com produção nacional, as taxas de juros fixas caem de 10% ao ano para 7,7% ao ano. Ainda entre as mudanças está o prazo total do financiamento que vai passar de 96 meses para até 120 meses.
Os juros do Procaminhoneiro caem de 7% ao ano para 5,5%. Para os ônibus híbridos, a taxa de 5% ao ano foi mantida.
FONTE: Agência Brasil
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse montante irá se juntar aos R$ 100 bilhões de recursos próprios que o BNDES já tem.
Para o setor de ônibus e caminhões, com produção nacional, as taxas de juros fixas caem de 10% ao ano para 7,7% ao ano. Ainda entre as mudanças está o prazo total do financiamento que vai passar de 96 meses para até 120 meses.
Os juros do Procaminhoneiro caem de 7% ao ano para 5,5%. Para os ônibus híbridos, a taxa de 5% ao ano foi mantida.
FONTE: Agência Brasil
quarta-feira, 28 de março de 2012
Braspress inaugura filial em Teófilo Otoni, Minas Gerais
A Braspress, uma das maiores empresas de encomendas do país, inaugurou a filial de Teófilo Otoni (MG), a 104ª instalada no território brasileiro, na segunda-feira, dia 26 de março.
O novo terminal de área total de 5.000 metros quadrados atenderá a região Norte do estado mineiro, conhecida como Vale do Jequitinhonha, num raio de atuação de 350 quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas, distribuídas em 84 municípios.
Segundo Urubatan Helou, Diretor-Presidente da Braspress, o novo terminal trará reflexos positivos nas operações realizadas pela Organização em todo o estado mineiro no qual funcionam 15 filiais estrategicamente localizadas.
‘’Estamos aperfeiçoando a nossa grade de entregas/coletas nessa região, já que a ampliação de filiais reforça ainda mais a nossa presença em Minas Gerais’’, afirmou Urubatan Helou. O novo terminal tem 2.400 quadrados de área útil, com 14 docas para o carregamento/descarregamento simultâneo e a colaboração de 14 funcionários.
FONTE: NTC & Logística
O novo terminal de área total de 5.000 metros quadrados atenderá a região Norte do estado mineiro, conhecida como Vale do Jequitinhonha, num raio de atuação de 350 quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas, distribuídas em 84 municípios.
Segundo Urubatan Helou, Diretor-Presidente da Braspress, o novo terminal trará reflexos positivos nas operações realizadas pela Organização em todo o estado mineiro no qual funcionam 15 filiais estrategicamente localizadas.
‘’Estamos aperfeiçoando a nossa grade de entregas/coletas nessa região, já que a ampliação de filiais reforça ainda mais a nossa presença em Minas Gerais’’, afirmou Urubatan Helou. O novo terminal tem 2.400 quadrados de área útil, com 14 docas para o carregamento/descarregamento simultâneo e a colaboração de 14 funcionários.
FONTE: NTC & Logística
domingo, 25 de março de 2012
Consumo troca caminhão por cabotagem
Navegar é preciso. Fabricantes de bens de consumo como eletroeletrônicos, alimentos e bebidas, higiene e transporte estão dando um novo sentido ao poema de Fernando Pessoa. LG Electronics, Unilever e Caloi fazem parte do grupo de companhias que vêm ampliando o uso da cabotagem, a navegação na costa brasileira, como alternativa ao caminhão, para fazer a distribuição de produtos entre diferentes regiões do país.
Custo de frete cerca de 25% menor, em média, do que o modal rodoviário, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico estão entre as vantagens de se usar o barco. Mas o caminhão continua a ser mais rápido e flexível, na coleta da carga, do que o navio.
A LG Electronics aposta na cabotagem por considerar o modal mais seguro e competitivo, em preço, do que o transporte rodoviário, diz Emanuela Almeida, gerente de logística da LG. A empresa transporta, em barcos, na rota Manaus-São Paulo, 90% de sua linha de áudio e vídeo, como tevês de LCD e LED e aparelhos de DVD, além de ar-condicionado.
A operação inclui a transferência de produtos da fábrica de Manaus para os centros de distribuição em Pernambuco e São Paulo.
A LG também contrata serviços de empresas de navegação como Log-In e Aliança para entregar a grandes clientes como Casas Bahia, Fast Shop e Ponto Frio.
Fonte do setor disse que um frete de caminhão, carregado com eletroeletrônicos entre Manaus e São Paulo, fica em R$ 90 por metro cúbico. Na cabotagem, no mesmo trecho, o preço é de R$ 76 por metro cúbico, uma redução de 15%.
Mas a diferença de preço pode chegar a 40% dependendo do volume e da relação com o cliente, diz Fábio Siccherino, diretor comercial da Log-In, que opera com cinco navios na cabotagem.
A concorrência entre as empresas de navegação aumenta no setor, que é liderado pela Aliança Navegação e Logística. A empresa tem dois serviços de cabotagem, cada um com quatro navios.
A Unilever, uma das empresas que mais movimentam produtos de consumo no Brasil, incorporou o uso de barcos pela costa brasileira como forma de cortar a emissão de gases de efeito estufa. A iniciativa se insere no plano global de sustentabilidade da companhia, que tem como meta reduzir as emissões de CO2 em até 40% até 2020. "A cabotagem emite 90% menos CO2 do que o modal rodoviário", diz Fernando Ferreira, diretor de qualidade e sustentabilidade da cadeia de suprimento da Unilever.
A empresa utiliza a cabotagem para fazer o transporte entre seus centros de distribuição e os clientes, mas também estuda valer-se de barcos entre as fábricas e os centros de distribuição.
O caminhão ainda responde por 97% de todo o transporte da Unilever e, embora a participação da cabotagem seja de apenas 3%, a tendência é de crescimento. A principal rota para barcos usada pela empresa é a de São Paulo para o Nordeste.
Caetano Ferraiolo, diretor de operações da Caloi, disse que a empresa usa navios sempre que a data de entrega das bicicletas permite. Hoje o modal representa 35% das entregas da Caloi, percentual que, em 2010, era de 10%. Preço e integridade do material contam na escolha da empresa que, no primeiro semestre transporta, em média, via barcos, 30 a 40 contêineres cheios de bicicletas por mês. No segundo semestre, o número aumenta para 100 contêineres por mês.
Entre os usuários, há consenso de que os problemas de infraestrutura nos portos ainda são uma barreira para um maior crescimento da cabotagem. A indústria de consumo costuma ter exigências para atender aos clientes em prazos curtos.
"O varejo trabalha com estoque baixo, daí a importância da pontualidade. Não ser pontual pode significar perda de espaço nas gôndolas", diz Ferreira, da Unilever. O problema tende a ser menor nas redes de varejo e no atacado, que oferecem margem maior aos fabricantes na entrega das mercadorias.
FONTE: Valor Econômico - SP
Custo de frete cerca de 25% menor, em média, do que o modal rodoviário, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico estão entre as vantagens de se usar o barco. Mas o caminhão continua a ser mais rápido e flexível, na coleta da carga, do que o navio.
A LG Electronics aposta na cabotagem por considerar o modal mais seguro e competitivo, em preço, do que o transporte rodoviário, diz Emanuela Almeida, gerente de logística da LG. A empresa transporta, em barcos, na rota Manaus-São Paulo, 90% de sua linha de áudio e vídeo, como tevês de LCD e LED e aparelhos de DVD, além de ar-condicionado.
A operação inclui a transferência de produtos da fábrica de Manaus para os centros de distribuição em Pernambuco e São Paulo.
A LG também contrata serviços de empresas de navegação como Log-In e Aliança para entregar a grandes clientes como Casas Bahia, Fast Shop e Ponto Frio.
Fonte do setor disse que um frete de caminhão, carregado com eletroeletrônicos entre Manaus e São Paulo, fica em R$ 90 por metro cúbico. Na cabotagem, no mesmo trecho, o preço é de R$ 76 por metro cúbico, uma redução de 15%.
Mas a diferença de preço pode chegar a 40% dependendo do volume e da relação com o cliente, diz Fábio Siccherino, diretor comercial da Log-In, que opera com cinco navios na cabotagem.
A concorrência entre as empresas de navegação aumenta no setor, que é liderado pela Aliança Navegação e Logística. A empresa tem dois serviços de cabotagem, cada um com quatro navios.
A Unilever, uma das empresas que mais movimentam produtos de consumo no Brasil, incorporou o uso de barcos pela costa brasileira como forma de cortar a emissão de gases de efeito estufa. A iniciativa se insere no plano global de sustentabilidade da companhia, que tem como meta reduzir as emissões de CO2 em até 40% até 2020. "A cabotagem emite 90% menos CO2 do que o modal rodoviário", diz Fernando Ferreira, diretor de qualidade e sustentabilidade da cadeia de suprimento da Unilever.
A empresa utiliza a cabotagem para fazer o transporte entre seus centros de distribuição e os clientes, mas também estuda valer-se de barcos entre as fábricas e os centros de distribuição.
O caminhão ainda responde por 97% de todo o transporte da Unilever e, embora a participação da cabotagem seja de apenas 3%, a tendência é de crescimento. A principal rota para barcos usada pela empresa é a de São Paulo para o Nordeste.
Caetano Ferraiolo, diretor de operações da Caloi, disse que a empresa usa navios sempre que a data de entrega das bicicletas permite. Hoje o modal representa 35% das entregas da Caloi, percentual que, em 2010, era de 10%. Preço e integridade do material contam na escolha da empresa que, no primeiro semestre transporta, em média, via barcos, 30 a 40 contêineres cheios de bicicletas por mês. No segundo semestre, o número aumenta para 100 contêineres por mês.
Entre os usuários, há consenso de que os problemas de infraestrutura nos portos ainda são uma barreira para um maior crescimento da cabotagem. A indústria de consumo costuma ter exigências para atender aos clientes em prazos curtos.
"O varejo trabalha com estoque baixo, daí a importância da pontualidade. Não ser pontual pode significar perda de espaço nas gôndolas", diz Ferreira, da Unilever. O problema tende a ser menor nas redes de varejo e no atacado, que oferecem margem maior aos fabricantes na entrega das mercadorias.
FONTE: Valor Econômico - SP
Placas refletivas em veículos serão obrigatórias a partir de 1º de abril
O uso de placas e tarjetas refletivas em carros e motos será obrigatório a partir do dia 1º de abril, em todo o país. A determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vale para veículos novos que forem emplacados pela primeira vez, e para usados, que forem transferidos de município. No Paraná, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), são emplacados, em média, 30 mil veículos todos os meses. Em 2011, a autarquia registrou 377 mil emplacamentos.
De acordo com coordenador de veículos do Detran, Cícero Pereira da Silva, a medida deve facilitar a fiscalização e aumentar a segurança no trânsito, já que a película especial que reflete a luz favorece a visibilidade em dias chuvosos ou à noite. “A mudança ajuda na identificação e também permite visualizar melhor a distância dos demais veículos”, explica. A regra já estava em vigor para motos e motocicletas, mas agora altera também os tamanhos das placas destes veículos. A altura passará dos atuais 13,6 cm para 17 cm e o comprimento de 18,7 cm para 20 cm. Com isso, o tamanho de letras e números [com exceção da cidade de origem] vai de 4,2 cm para 5,3 cm de altura, quase do tamanho das placas de automóveis.
Os motoristas flagrados com o modelo antigo, nos casos previstos pela lei, serão punidos com multa e pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por infração média, além de apreensão do veículo até a devida adequação.
FONTE: JM news
De acordo com coordenador de veículos do Detran, Cícero Pereira da Silva, a medida deve facilitar a fiscalização e aumentar a segurança no trânsito, já que a película especial que reflete a luz favorece a visibilidade em dias chuvosos ou à noite. “A mudança ajuda na identificação e também permite visualizar melhor a distância dos demais veículos”, explica. A regra já estava em vigor para motos e motocicletas, mas agora altera também os tamanhos das placas destes veículos. A altura passará dos atuais 13,6 cm para 17 cm e o comprimento de 18,7 cm para 20 cm. Com isso, o tamanho de letras e números [com exceção da cidade de origem] vai de 4,2 cm para 5,3 cm de altura, quase do tamanho das placas de automóveis.
Os motoristas flagrados com o modelo antigo, nos casos previstos pela lei, serão punidos com multa e pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por infração média, além de apreensão do veículo até a devida adequação.
FONTE: JM news
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