Os caminhoneiros autônomos que paralisaram por quase 48 horas a distribuição de combustível na Região Metropolitana decidiram suspender o bloqueio nos centros de distribuição que atendem a capital. Eles devem retornar ao trabalho nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (7). A paralisação é um protesto contra a cobrança de multas aos caminhões que circularem pela Marginal do Tietê e em outras 25 vias da cidade nos horários de pico.
Após decisão judicial, caminhoneiros autônomos optam por retornar ao trabalho nesta quarta-feira
A decisão se deu após a categoria confirmar a decisão do juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu medida liminar em favor da Prefeitura determinando que sindicatos acusados de promover ações para impedir a distribuição de combustível normalizassem o serviço. A multa em caso de descumprimento é de R$ 1 milhão por dia.
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens Autônomos do Estado (Sindicam-SP), que só deve comentar a decisão nesta quarta-feira, decidiu não tentar achar formas de driblar a decisão da Justiça e iria distribuir cópias da decisão judicial para os associados ainda durante esta madrugada. A expectativa da entidade, no entanto, era ainda tentar encontrar canais de negociação com a Prefeitura para rever as restrições.
A ação judicial foi apresentada ao TJ no final da tarde de ontem e a decisão saiu por volta das 20 horas. Mas os sindicatos requeridos na ação disseram não terem sido notificados até o começo da madrugada.
Pelo menos cem postos, dos cerca de 2.000 existem na região metropolitana, estavam sem combustível até o começo da noite. Mas ainda não há previsão de quando a distribuição estará normalizada
Nesta quarta-feira, a Polícia Militar continua os serviços de escolta a caminhões-tanque que sairão dos centros de distribuição para garantir a entrega de combustível em serviços essenciais, como o transporte público e a coleta de lixo.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Setcesp) disse que só comentará a decisão da Justiça na manhã desta quarta. A entidade não apoiava oficialmente a greve, mas também havia sido citada na decisão judicial.
FONTE: O Estado de Sao Paulo
BLOG COM FINALIDADE DE ACOMPANHAR E COMPARTILHAR ASSUNTOS LOGÍSTICOS.
quarta-feira, 7 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
DHL Express acaba de lançar o novo portal com soluções para pequenas e médias empresas
A DHL Express, líder mundial em transporte e logística expressa, acaba de lançar o novo portal MyDHL - www.dhl.com/mydhl -, um ambiente online totalmente dedicado a oferecer ferramentas eletrônicas e subsídios para as pequenas e médias empresas ampliarem seus negócios para além de suas fronteiras nacionais. O MyDHL é uma plataforma integrada que fornece ao meio empresarial uma gama de informações e recursos necessários para a realização de operações de importação e exportação. Além disso, o novo portal permite aos clientes acesso simples e rápido aos serviços e soluções de envio e rastreamento da DHL Express por meio de um único login, tornando ainda mais fácil a realização de suas operações internacionais.
Alimentado pela plataforma global DHL.com, utilizada em mais de 140 países, o MyDHL fornece diversos recursos que auxiliam exportadores e importadores a realizar suas operações com tranquilidade e total visibilidade do processo de envio e recebimento de remessas. Utilizando o login exclusivo de acesso, os remetentes podem gerenciar usuários múltiplos e realizar diversas operações simultaneamente – tudo em um único lugar e com economia de tempo, preferências pré-determinadas, atualizações automáticas e processos mais eficientes. O novo portal é mais uma iniciativa das DHL Express que visa apoiar as pequenas e médias empresas dentro do escopo global de comércio exterior, colaborando para a ampliação de seus negócios. A DHL também dedica em seu site uma página exclusiva para que as empresas tenham acesso rápido e fácil compreensão de leis, regras e processos que envolvem as relações de comércio internacional, além de informações sobre como transportar e realizar negócios interfronteiras e fatos sobre os países. Esta página exclusiva pode ser acessada em www.dhl.com.br/ solucoes_para_pmes.
“Pequenas e médias empresas são os motores da economia e os geradores principais de novos empregos. Por estas razões, o sucesso deles no palco internacional é fundamental para um país em constante desenvolvimento como o Brasil”, diz Joakim Thrane, Presidente para a DHL Express Brasil. “O novo portal MyDHL é uma plataforma desenvolvida exclusivamente para apoiar este segmento que é tão importante”, complementa.
Sob o ponto de vista das relações comerciais, “O desenvolvimento do MyDHL contou com a experiência internacional da DHL para conectar nossos cliente e parceiros no Brasil e no mundo”, diz Juliana Vasconcelos, Diretora de Vendas e Marketing para a filial brasileira. “Este lançamento reforça a posição da DHL Express de apoiar e facilitar a entrada das pequenas e médias empresas no comércio internacional” finaliza.
O novo portal MyDHL fornece aos seus usuários soluções online simples e rápidas para a abertura de contas, envios, coletas, cálculos de tempo de trânsito de mercadorias, requisição de envelopes e embalagens, além da localização de lojas e parceiros da DHL Express em todo o país. Após o período piloto de implantação, o portal também irá oferecer um guia sobre os principais mercados internacionais potenciais para o Brasil, com informações sobre questões básicas de comércio, mercado, cultura, exportações e importações, com as quais os clientes se deparam no ingresso em diferentes países, além de dicas sobre como se preparar para lançamentos e estratégias de vendas em outros países.
A primeira fase de lançamento do MyDHL acontece no Brasil, Argentina e Venezuela, para a América do Sul, disponibilizando as ferramentas eletrônicas exclusivas DHl Express já a partir do mês de março, e demais países ao redor do mundo como: Canadá, Áustria, Bélgica, Hong Kong, Hungria, Índia, Itália e Eslovênia. Ao longo de todo ano de 2012 o novo portal também estará presente nos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, China, Espanha entre outros.
Saiba mais sobre a DHL Express e o portal MyDHL em www.dhl.com.br/mydhl
FONTE: Divulgação
Alimentado pela plataforma global DHL.com, utilizada em mais de 140 países, o MyDHL fornece diversos recursos que auxiliam exportadores e importadores a realizar suas operações com tranquilidade e total visibilidade do processo de envio e recebimento de remessas. Utilizando o login exclusivo de acesso, os remetentes podem gerenciar usuários múltiplos e realizar diversas operações simultaneamente – tudo em um único lugar e com economia de tempo, preferências pré-determinadas, atualizações automáticas e processos mais eficientes. O novo portal é mais uma iniciativa das DHL Express que visa apoiar as pequenas e médias empresas dentro do escopo global de comércio exterior, colaborando para a ampliação de seus negócios. A DHL também dedica em seu site uma página exclusiva para que as empresas tenham acesso rápido e fácil compreensão de leis, regras e processos que envolvem as relações de comércio internacional, além de informações sobre como transportar e realizar negócios interfronteiras e fatos sobre os países. Esta página exclusiva pode ser acessada em www.dhl.com.br/ solucoes_para_pmes.
“Pequenas e médias empresas são os motores da economia e os geradores principais de novos empregos. Por estas razões, o sucesso deles no palco internacional é fundamental para um país em constante desenvolvimento como o Brasil”, diz Joakim Thrane, Presidente para a DHL Express Brasil. “O novo portal MyDHL é uma plataforma desenvolvida exclusivamente para apoiar este segmento que é tão importante”, complementa.
Sob o ponto de vista das relações comerciais, “O desenvolvimento do MyDHL contou com a experiência internacional da DHL para conectar nossos cliente e parceiros no Brasil e no mundo”, diz Juliana Vasconcelos, Diretora de Vendas e Marketing para a filial brasileira. “Este lançamento reforça a posição da DHL Express de apoiar e facilitar a entrada das pequenas e médias empresas no comércio internacional” finaliza.
O novo portal MyDHL fornece aos seus usuários soluções online simples e rápidas para a abertura de contas, envios, coletas, cálculos de tempo de trânsito de mercadorias, requisição de envelopes e embalagens, além da localização de lojas e parceiros da DHL Express em todo o país. Após o período piloto de implantação, o portal também irá oferecer um guia sobre os principais mercados internacionais potenciais para o Brasil, com informações sobre questões básicas de comércio, mercado, cultura, exportações e importações, com as quais os clientes se deparam no ingresso em diferentes países, além de dicas sobre como se preparar para lançamentos e estratégias de vendas em outros países.
A primeira fase de lançamento do MyDHL acontece no Brasil, Argentina e Venezuela, para a América do Sul, disponibilizando as ferramentas eletrônicas exclusivas DHl Express já a partir do mês de março, e demais países ao redor do mundo como: Canadá, Áustria, Bélgica, Hong Kong, Hungria, Índia, Itália e Eslovênia. Ao longo de todo ano de 2012 o novo portal também estará presente nos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, China, Espanha entre outros.
Saiba mais sobre a DHL Express e o portal MyDHL em www.dhl.com.br/mydhl
FONTE: Divulgação
CNH vai investir R$ 600 milhões em fábrica em Minas
Unidade de máquinas para construção vai gerar 2,7 mil empregos e segue tendência de expansão do setor no País
A Case New Holland (CNH), empresa do grupo Fiat que atua nos segmentos de máquinas agrícolas e de construção, vai instalar uma nova unidade em Montes Claros (MG). Orçada em R$ 600 milhões, a unidade produzirá maquinário para a indústria da construção civil e deve gerar 2,7 mil empregos, segundo informou ontem o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia.
O grupo já tem uma fábrica em Sorocaba (SP), onde produz tratores e máquinas de construção, e outra de máquinas agrícolas, em Curitiba. A nova unidade deverá entrar em operação em 2014. A direção da CNH informou que vai se pronunciar na segunda-feira, quando dirigentes da companhia e do governo mineiro assinarão um protocolo de intenções em Turim, na Itália.
Do ano passado para cá, pelo menos oito empresas do setor de máquinas para construção anunciaram fábricas no País ou ampliações de unidades já existentes. Ao todo, os investimentos somam cerca de R$ 2,3 bilhões. As empresas estão de olho nas obras de infraestrutura previstas para a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada em 2016, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e nos projetos do pré-sal e de novas hidrelétricas.
A americana John Deere, que já produz no País máquinas agrícolas, anunciou a construção de duas novas fábricas para a produção de máquinas e equipamentos para construção civil em Indaiatuba (SP), com aportes de cerca de R$ 320 milhões.
A Caterpillar vai investir R$ 170 milhões em uma filial em Campo Largo (PR), que terá cerca de mil empregados. O objetivo é reforçar a produção de retroescavadeiras. A fábrica de Piracicaba (SP) receberá igual aporte para ampliar a produção de motoniveladoras, tratores de esteira, compactadores de solo e outros equipamentos.
A chinesa XCMG (Xuzhou Construction Machinery) escolheu Pouso Alegre (MG) para uma fábrica de R$ 334 milhões. A conterrânea Sany terá unidade de R$ 360 milhões no interior paulista.
A coreana Hyundai Heavy Industries - braço de indústria pesada do grupo automobilístico que produzirá carros em Piracicaba (SP) - também deve inaugurar no fim de 2012 uma unidade industrial em Itatiaia (RJ). O investimento é de R$ 240 milhões. Outro grupo coreano, o Doosan, deve inaugurar uma unidade em Americana (SP).
FONTE: O Estado de São Paulo - SP
A Case New Holland (CNH), empresa do grupo Fiat que atua nos segmentos de máquinas agrícolas e de construção, vai instalar uma nova unidade em Montes Claros (MG). Orçada em R$ 600 milhões, a unidade produzirá maquinário para a indústria da construção civil e deve gerar 2,7 mil empregos, segundo informou ontem o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia.
O grupo já tem uma fábrica em Sorocaba (SP), onde produz tratores e máquinas de construção, e outra de máquinas agrícolas, em Curitiba. A nova unidade deverá entrar em operação em 2014. A direção da CNH informou que vai se pronunciar na segunda-feira, quando dirigentes da companhia e do governo mineiro assinarão um protocolo de intenções em Turim, na Itália.
Do ano passado para cá, pelo menos oito empresas do setor de máquinas para construção anunciaram fábricas no País ou ampliações de unidades já existentes. Ao todo, os investimentos somam cerca de R$ 2,3 bilhões. As empresas estão de olho nas obras de infraestrutura previstas para a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada em 2016, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e nos projetos do pré-sal e de novas hidrelétricas.
A americana John Deere, que já produz no País máquinas agrícolas, anunciou a construção de duas novas fábricas para a produção de máquinas e equipamentos para construção civil em Indaiatuba (SP), com aportes de cerca de R$ 320 milhões.
A Caterpillar vai investir R$ 170 milhões em uma filial em Campo Largo (PR), que terá cerca de mil empregados. O objetivo é reforçar a produção de retroescavadeiras. A fábrica de Piracicaba (SP) receberá igual aporte para ampliar a produção de motoniveladoras, tratores de esteira, compactadores de solo e outros equipamentos.
A chinesa XCMG (Xuzhou Construction Machinery) escolheu Pouso Alegre (MG) para uma fábrica de R$ 334 milhões. A conterrânea Sany terá unidade de R$ 360 milhões no interior paulista.
A coreana Hyundai Heavy Industries - braço de indústria pesada do grupo automobilístico que produzirá carros em Piracicaba (SP) - também deve inaugurar no fim de 2012 uma unidade industrial em Itatiaia (RJ). O investimento é de R$ 240 milhões. Outro grupo coreano, o Doosan, deve inaugurar uma unidade em Americana (SP).
FONTE: O Estado de São Paulo - SP
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Scania vai construir um centro de distribuição na cidade de Vinhedo (SP)
Segundo informações da agência Reuters, a Scania anunciou nesta quarta-feira que vai construir um centro de distribuição na cidade de Vinhedo (SP), expandindo a capacidade em 60 por cento no país.
O centro se adiciona a uma central logística na Europa que vinha atendendo concessionárias europeias e armazéns regionais de peças que fornecem para lojas no restante do mundo, informou a companhia em comunicado à imprensa. Além da construção do centro em Vinhedo, que vai assumir as funções de distribuição de peças da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e ocupar 16 mil metros quadrados, a Scania vai ampliar a central na Europa. O investimento total nos dois centros será 400 milhões de coroas suecas (cerca de 60 milhões de dólares).
A expectativa da montadora é que o projeto seja concluído no primeiro trimestre de 2013. A criação do centro de distribuição no Brasil ocorre depois que a Scania abriu um centro regional em Cingapura, em 2011. No início do mês, a Scania afirmou que estima estabilidade de vendas de caminhões no Brasil em 2012, depois do recorde alcançado em 2011.
Até agora, o fornecimento de peças na região era feito a partir de um centro situado junto à fábrica em São Paulo. A Scania vai ampliar ainda o centro de distribuição de Opglabbeek (Bélgica) com prédio anexo de 36,5 mil metros quadrados.
As novas instalações na Europa e na América do Sul devem entrar em atividade no primeiro trimestre de 2013. “O investimento é feito para que continuemos garantindo a máxima disponibilidade de peças para o crescente número de veículos da Scania na estrada”, assinalou no comunicado Jan Andries Oldenkamp, à frente da divisão de logística da firma sueca.
FONTE: Revista Carga Pesada
O centro se adiciona a uma central logística na Europa que vinha atendendo concessionárias europeias e armazéns regionais de peças que fornecem para lojas no restante do mundo, informou a companhia em comunicado à imprensa. Além da construção do centro em Vinhedo, que vai assumir as funções de distribuição de peças da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e ocupar 16 mil metros quadrados, a Scania vai ampliar a central na Europa. O investimento total nos dois centros será 400 milhões de coroas suecas (cerca de 60 milhões de dólares).
A expectativa da montadora é que o projeto seja concluído no primeiro trimestre de 2013. A criação do centro de distribuição no Brasil ocorre depois que a Scania abriu um centro regional em Cingapura, em 2011. No início do mês, a Scania afirmou que estima estabilidade de vendas de caminhões no Brasil em 2012, depois do recorde alcançado em 2011.
Até agora, o fornecimento de peças na região era feito a partir de um centro situado junto à fábrica em São Paulo. A Scania vai ampliar ainda o centro de distribuição de Opglabbeek (Bélgica) com prédio anexo de 36,5 mil metros quadrados.
As novas instalações na Europa e na América do Sul devem entrar em atividade no primeiro trimestre de 2013. “O investimento é feito para que continuemos garantindo a máxima disponibilidade de peças para o crescente número de veículos da Scania na estrada”, assinalou no comunicado Jan Andries Oldenkamp, à frente da divisão de logística da firma sueca.
FONTE: Revista Carga Pesada
TNT Brasil prevê lucro em 2012 depois de prejuízo por dois anos
Depois de encerrar os dois últimos anos com prejuízo, a TNT Brasil - subsidiária do grupo holandês de entrega expressa - prevê voltar ao azul no segundo semestre deste ano e aumentar o faturamento dos atuais € 320 milhões (R$ 704 milhões) para R$ 1 bilhão em 2015.
Os resultados negativos da companhia são reflexo das aquisições das transportadoras Mercúrio e Araçatuba, anunciadas em 2007 e 2009, respectivamente, e que somente neste ano terão sua integração finalizada. O maior impacto foi verificado no balanço de 2011, quando a unidade brasileira fechou com prejuízo. Somente no quarto trimestre, a empresa reportou amortização de ágio de € 104 milhões. A TNT pagou € 151 milhões pela Mercúrio e € 54 milhões pela Araçatuba.
Além das amortizações, a companhia sofreu queda de 15% no faturamento devido a problemas operacionais como atraso e extravios nas entregas ocasionados pela integração das plataformas tecnológicas de logística das duas transportadoras. "Agora, entramos na fase final de ajustes dos sistemas operacionais e todo o ágio das aquisições foi reportado no balanço do ano passado. No segundo semestre já prevemos resultados positivos", disse Toby Grey, diretor-presidente da TNT Brasil.
O executivo, nascido na Índia e naturalizado britânico, mas que também tem passaportes francês e australiano, foi chamado pela companhia holandesa no começo do ano passado para assumir a unidade brasileira e promover a integração. Grey já havia trabalhado na TNT Brasil entre 1996 e 1997. Nessa época, a empresa vendeu a área de transporte e ficou apenas com os serviços de courrier (entregas rápidas). Em 2007, a TNT voltou a operar com força no Brasil ao comprar a Mercúrio.
Passada a fase de consolidação, a estratégia da TNT Brasil a partir de 2013 é interagir os clientes europeus e brasileiros. "Somos líderes na Europa e ao mesmo tempo temos forte presença no Brasil, onde entregamos em 7 mil cidades", explicou.
Grey também tem um novo desafio. O grupo holandês anunciou nessa semana que busca parceiros para o Brasil e China. O prejuízo da operação brasileira gerou impactos relevantes no resultado global da TNT, que reportou prejuízo líquido de € 270 milhões em 2011. No ano anterior, a companhia holandesa havia registrado lucro de € 66 milhões. "A TNT Express pretende focar no mercado europeu e em oferecer conexões internacionais entre a Europa e as demais regiões do mundo, como o Brasil. Isso implica em focar seus recursos nas operações europeias e na redução de exposição de risco financeiro nos mercados domésticos tanto do Brasil como da China. É por isso que a empresa está buscando parceiros interessados em investir e em desenvolver os negócios locais nos mercados emergentes", informou o grupo holandês por meio de comunicado.
O presidente da TNT Brasil explicou que ainda não há nenhuma negociação em andamento em relação à parceria sugerida pela matriz. "Agora, vamos estudar quais tipos parcerias são possíveis e enviar para Amsterdã", afirmou Grey, brincando que sempre acata as decisões de duas francesas: Marie-Christine Lombard, CEO da TNT, e sua esposa, que também é francesa.
FONTE: Valor Econômico - SP
Os resultados negativos da companhia são reflexo das aquisições das transportadoras Mercúrio e Araçatuba, anunciadas em 2007 e 2009, respectivamente, e que somente neste ano terão sua integração finalizada. O maior impacto foi verificado no balanço de 2011, quando a unidade brasileira fechou com prejuízo. Somente no quarto trimestre, a empresa reportou amortização de ágio de € 104 milhões. A TNT pagou € 151 milhões pela Mercúrio e € 54 milhões pela Araçatuba.
Além das amortizações, a companhia sofreu queda de 15% no faturamento devido a problemas operacionais como atraso e extravios nas entregas ocasionados pela integração das plataformas tecnológicas de logística das duas transportadoras. "Agora, entramos na fase final de ajustes dos sistemas operacionais e todo o ágio das aquisições foi reportado no balanço do ano passado. No segundo semestre já prevemos resultados positivos", disse Toby Grey, diretor-presidente da TNT Brasil.
O executivo, nascido na Índia e naturalizado britânico, mas que também tem passaportes francês e australiano, foi chamado pela companhia holandesa no começo do ano passado para assumir a unidade brasileira e promover a integração. Grey já havia trabalhado na TNT Brasil entre 1996 e 1997. Nessa época, a empresa vendeu a área de transporte e ficou apenas com os serviços de courrier (entregas rápidas). Em 2007, a TNT voltou a operar com força no Brasil ao comprar a Mercúrio.
Passada a fase de consolidação, a estratégia da TNT Brasil a partir de 2013 é interagir os clientes europeus e brasileiros. "Somos líderes na Europa e ao mesmo tempo temos forte presença no Brasil, onde entregamos em 7 mil cidades", explicou.
Grey também tem um novo desafio. O grupo holandês anunciou nessa semana que busca parceiros para o Brasil e China. O prejuízo da operação brasileira gerou impactos relevantes no resultado global da TNT, que reportou prejuízo líquido de € 270 milhões em 2011. No ano anterior, a companhia holandesa havia registrado lucro de € 66 milhões. "A TNT Express pretende focar no mercado europeu e em oferecer conexões internacionais entre a Europa e as demais regiões do mundo, como o Brasil. Isso implica em focar seus recursos nas operações europeias e na redução de exposição de risco financeiro nos mercados domésticos tanto do Brasil como da China. É por isso que a empresa está buscando parceiros interessados em investir e em desenvolver os negócios locais nos mercados emergentes", informou o grupo holandês por meio de comunicado.
O presidente da TNT Brasil explicou que ainda não há nenhuma negociação em andamento em relação à parceria sugerida pela matriz. "Agora, vamos estudar quais tipos parcerias são possíveis e enviar para Amsterdã", afirmou Grey, brincando que sempre acata as decisões de duas francesas: Marie-Christine Lombard, CEO da TNT, e sua esposa, que também é francesa.
FONTE: Valor Econômico - SP
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Modal ferroviário e a economia de Mato Grosso, por José Lacerda*
No mercado globalizado, o setor produtivo e as empresas sempre estão em busca de otimizar valores aos seus processos logísticos para se manterem competitivas em relação a outros mercados e empresas. Por isso, é muito importante o modal ferroviário para o transporte do setor produtivo mato-grossense, com várias vantagens de custo, de condições favoráveis no percurso do deslocamento da carga e na diminuição de perdas de grãos.
Mato Grosso é um dos estados que tem importante contribuição para o desempenho econômico do País, apresentando um ritmo acelerado de crescimento de sua economia, muito acima do desempenho nacional.
De 2000 a 2008, o PIB real mato-grossense aumentou em 104%, crescendo, em média 9,35% ao ano. A exportação do estado representou, em 2010, 4,2% da exportação nacional e em 2011, representou 56% das exportações do Centro-Oeste. De 2002 a 2011 houve um aumento de 430% nas exportações do estado.
A realidade de nosso estado em ser o maior produtor de grãos e de carne bovina no País, terceiro maior produtor de minério, aliado ao crescimento anual de produção e exportação, coloca o governo de Silval Barbosa a ter o foco voltado à consolidação das ferrovias e a integração intermodal dos corredores logísticos brasileiros. Dos 7 corredores logísticos brasileiros, Mato Grosso está inserido em três, proporcionando vetores tanto para o Norte e Nordeste, quanto para o Centro-Sul.
A Ferrovia Senador Vuolo (a Ferronorte) já é utilizada, em Mato Grosso, há 10 anos. Em 2008, movimentou mais de 8 milhões de toneladas úteis de carga pelos trilhos. Esse modal ferroviário, em projeto de expansão contínua, desempenha um importante papel na logística de realizar a interligação ferroviária entre a região metropolitana de Cuiabá e Rondonópolis.
A idéia da construção de uma ferrovia interligando o Centro-Oeste ao Sudeste do País foi proposta por Euclides da Cunha, em 1901. Em 1975, Vicente Vuolo, então deputado federal de Mato Grosso, apresentou Projeto de Lei para a inclusão no Plano Nacional de Viação de ligação entre o estado de São Paulo e Cuiabá. O traçado da ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (na época, ainda em Mato Grosso, hoje pertencente a Mato Grosso do Sul), Rondonópolis (MT) e atingiria Cuiabá (MT), conforme a Lei 6.346, de 6 de julho de 1976.
Em 19 de maio de 1989 foi assinado o contrato de concessão da ferrovia e, após inúmeros adiantamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) e de Alto Araguaia (MT) em 1991, concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação. Posteriormente, foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Novoeste, Ferronorte e Ferroban. Em 2006, o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística. A Ferronorte passou a ser denominada América Latina Logística Malha Norte S.A, após aprovação em 6 de agosto de 2008 pela ANTT- Agência Nacional de Transportes Terrestres (Deliberação 289/08).
O padrão de operação da ALL imprimiu novas perspectivas e alta rentabilidade à Ferrovia Senador Vuolo. A logística utilizada é de baixa capacidade estática e alta capacidade de transbordo, com terminais operantes 24 horas por dia, sete dias por semana. A capacidade atual de recebimento de 800 a 900 caminhões por dia e capacidade atual de carregamento diário de 580 vagões.
Em Rondonópolis, já está em construção a maior área de um Terminal Ferroviário da América Latina, com cerca de 385 há e capacidade para carregar dois trens de 120 vagões, simultaneamente.
Outra perspectiva é a participação da Selit no Grupo de Estudo das ações de articulação desenvolvidas pelo Governador Silval Barbosa (MT) junto ao China Development Bank Corporation – CDBC e China Railway Engineering Co. - CREC, ambas estatais chinesas interessadas em investir na construção e operacionalização do trecho Cuiabá-Santarém. Isto intensificará ainda mais a demanda do trecho Cuiabá – Rondonópolis – Santos, tanto no sentido Norte/Sul, quanto no sentido Sul/Norte.
Quando a ferrovia chegar a Cuiabá, sairão duas ramificações de integração do intermodal: o de Cuiabá-Santarém e o de Cuiabá-Porto Velho. Esses corredores logísticos permitirão a saída da produção mato-grossense para o Norte e para o Leste.
Retomamos a análise da importância da implantação do sistema logístico intermodal para o escoamento da produção mato-grossense, bem como as vantagens das ferrovias para a diminuição efetiva dos custos de transporte, da diminuição das perdas de grãos e das melhores condições favoráveis no deslocamento seguro e eficiente da produção.
Dentre todos os modais de transporte, a ferrovia tem-se mostrado como alternativa em potencial para melhorar o sistema de transporte de carga no Brasil, aumentando a competitividade dos produtores e empresários.
Mato Grosso está inserido em três dos sete corredores logísticos brasileiro, proporcionando vetores tanto para o Norte e Nordeste, como para o Centro-Sul. A Ferrovia Senador Vuolo (a Ferronorte), utilizada há 10 anos, movimentou em 2008, mais de 8 milhões de toneladas úteis de carga pelos trilhos.
No terminal do Alto Taquari, a capacidade estática é de 33 mil toneladas; no terminal Alto Araguaia, de 32 mil toneladas e a do terminal de Itiquira, com inauguração prevista em março de 2012, é de 13 mil toneladas. A expectativa de transbordo Rondonópolis-Santos é de 13 milhões de toneladas, em 2013, e de 14 milhões de toneladas, em 2014.
É menor o custo do frete de transporte ferroviário, comparado ao rodoviário. Enquanto o custo do frete rodoviário é de R$ 220,00 por tonelada, o frete ferroviário está na média de R$ 182 a R$ 197,00 por tonelada. E esse custo poderá diminuir ainda mais, à medida que se amplie o sistema ferroviário no estado.
Outra vantagem da ferrovia no transporte de grãos é a diminuição da perda da carga. Na rodoviária, a perda do produto está na faixa de 20%, pelo deslocamento ou por diversos impactos das condições de transporte.
Mesmo com a perspectiva da criação de corredores logísticos no sentido Norte (Ferrovia Cuiabá-Santarém) e no sentido Leste (Ferrovia FICO), a saída pelo Centro-Sul já está consolidada.
A próxima etapa da Ferrovia é a interligação entre Rondonópolis- Cuiabá, cujo terminal na capital receberá toda a produção da região centro-norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esta região centro-sul de Mato Grosso, representada pelo eixo da região metropolitana de Cuiabá-Rondonópolis, fica concentrada a produção industrial, a movimentação financeira e mais da metade da população estadual.
O Terminal Cuiabá irá receber toda a produção da região Centro-Norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esse é o eixo da macroeconomia mato-grossense e, também, a sua maior concentração de renda e populacional.
Quando a ferrovia chegar a Cuiabá, com a intenção oficializada dos chineses em investir nas ferrovias no Estado, virá a fase da implantação das Ferrovias Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. Nesta última, o projeto permitirá implantar o eixo estruturante, o qual atenderá a Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, localizado em Cáceres.
Destacamos a visão estratégica do governador Silval Barbosa, que ao criar a Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte (Selit), demonstra de forma clara a sua preocupação em dar celeridade às decisões que garantam investimentos no transporte intermodal. Dessa forma, possibilitará o fomento às regiões desprovidas de infraestrutura, mas com forte potencial de produção econômica.
*JOSÉ LACERDA é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso
FONTE: Diário de Cuiabá - MT
Mato Grosso é um dos estados que tem importante contribuição para o desempenho econômico do País, apresentando um ritmo acelerado de crescimento de sua economia, muito acima do desempenho nacional.
De 2000 a 2008, o PIB real mato-grossense aumentou em 104%, crescendo, em média 9,35% ao ano. A exportação do estado representou, em 2010, 4,2% da exportação nacional e em 2011, representou 56% das exportações do Centro-Oeste. De 2002 a 2011 houve um aumento de 430% nas exportações do estado.
A realidade de nosso estado em ser o maior produtor de grãos e de carne bovina no País, terceiro maior produtor de minério, aliado ao crescimento anual de produção e exportação, coloca o governo de Silval Barbosa a ter o foco voltado à consolidação das ferrovias e a integração intermodal dos corredores logísticos brasileiros. Dos 7 corredores logísticos brasileiros, Mato Grosso está inserido em três, proporcionando vetores tanto para o Norte e Nordeste, quanto para o Centro-Sul.
A Ferrovia Senador Vuolo (a Ferronorte) já é utilizada, em Mato Grosso, há 10 anos. Em 2008, movimentou mais de 8 milhões de toneladas úteis de carga pelos trilhos. Esse modal ferroviário, em projeto de expansão contínua, desempenha um importante papel na logística de realizar a interligação ferroviária entre a região metropolitana de Cuiabá e Rondonópolis.
A idéia da construção de uma ferrovia interligando o Centro-Oeste ao Sudeste do País foi proposta por Euclides da Cunha, em 1901. Em 1975, Vicente Vuolo, então deputado federal de Mato Grosso, apresentou Projeto de Lei para a inclusão no Plano Nacional de Viação de ligação entre o estado de São Paulo e Cuiabá. O traçado da ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (na época, ainda em Mato Grosso, hoje pertencente a Mato Grosso do Sul), Rondonópolis (MT) e atingiria Cuiabá (MT), conforme a Lei 6.346, de 6 de julho de 1976.
Em 19 de maio de 1989 foi assinado o contrato de concessão da ferrovia e, após inúmeros adiantamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) e de Alto Araguaia (MT) em 1991, concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação. Posteriormente, foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Novoeste, Ferronorte e Ferroban. Em 2006, o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística. A Ferronorte passou a ser denominada América Latina Logística Malha Norte S.A, após aprovação em 6 de agosto de 2008 pela ANTT- Agência Nacional de Transportes Terrestres (Deliberação 289/08).
O padrão de operação da ALL imprimiu novas perspectivas e alta rentabilidade à Ferrovia Senador Vuolo. A logística utilizada é de baixa capacidade estática e alta capacidade de transbordo, com terminais operantes 24 horas por dia, sete dias por semana. A capacidade atual de recebimento de 800 a 900 caminhões por dia e capacidade atual de carregamento diário de 580 vagões.
Em Rondonópolis, já está em construção a maior área de um Terminal Ferroviário da América Latina, com cerca de 385 há e capacidade para carregar dois trens de 120 vagões, simultaneamente.
Outra perspectiva é a participação da Selit no Grupo de Estudo das ações de articulação desenvolvidas pelo Governador Silval Barbosa (MT) junto ao China Development Bank Corporation – CDBC e China Railway Engineering Co. - CREC, ambas estatais chinesas interessadas em investir na construção e operacionalização do trecho Cuiabá-Santarém. Isto intensificará ainda mais a demanda do trecho Cuiabá – Rondonópolis – Santos, tanto no sentido Norte/Sul, quanto no sentido Sul/Norte.
Quando a ferrovia chegar a Cuiabá, sairão duas ramificações de integração do intermodal: o de Cuiabá-Santarém e o de Cuiabá-Porto Velho. Esses corredores logísticos permitirão a saída da produção mato-grossense para o Norte e para o Leste.
Retomamos a análise da importância da implantação do sistema logístico intermodal para o escoamento da produção mato-grossense, bem como as vantagens das ferrovias para a diminuição efetiva dos custos de transporte, da diminuição das perdas de grãos e das melhores condições favoráveis no deslocamento seguro e eficiente da produção.
Dentre todos os modais de transporte, a ferrovia tem-se mostrado como alternativa em potencial para melhorar o sistema de transporte de carga no Brasil, aumentando a competitividade dos produtores e empresários.
Mato Grosso está inserido em três dos sete corredores logísticos brasileiro, proporcionando vetores tanto para o Norte e Nordeste, como para o Centro-Sul. A Ferrovia Senador Vuolo (a Ferronorte), utilizada há 10 anos, movimentou em 2008, mais de 8 milhões de toneladas úteis de carga pelos trilhos.
No terminal do Alto Taquari, a capacidade estática é de 33 mil toneladas; no terminal Alto Araguaia, de 32 mil toneladas e a do terminal de Itiquira, com inauguração prevista em março de 2012, é de 13 mil toneladas. A expectativa de transbordo Rondonópolis-Santos é de 13 milhões de toneladas, em 2013, e de 14 milhões de toneladas, em 2014.
É menor o custo do frete de transporte ferroviário, comparado ao rodoviário. Enquanto o custo do frete rodoviário é de R$ 220,00 por tonelada, o frete ferroviário está na média de R$ 182 a R$ 197,00 por tonelada. E esse custo poderá diminuir ainda mais, à medida que se amplie o sistema ferroviário no estado.
Outra vantagem da ferrovia no transporte de grãos é a diminuição da perda da carga. Na rodoviária, a perda do produto está na faixa de 20%, pelo deslocamento ou por diversos impactos das condições de transporte.
Mesmo com a perspectiva da criação de corredores logísticos no sentido Norte (Ferrovia Cuiabá-Santarém) e no sentido Leste (Ferrovia FICO), a saída pelo Centro-Sul já está consolidada.
A próxima etapa da Ferrovia é a interligação entre Rondonópolis- Cuiabá, cujo terminal na capital receberá toda a produção da região centro-norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esta região centro-sul de Mato Grosso, representada pelo eixo da região metropolitana de Cuiabá-Rondonópolis, fica concentrada a produção industrial, a movimentação financeira e mais da metade da população estadual.
O Terminal Cuiabá irá receber toda a produção da região Centro-Norte do estado, a maior de Mato Grosso. Esse é o eixo da macroeconomia mato-grossense e, também, a sua maior concentração de renda e populacional.
Quando a ferrovia chegar a Cuiabá, com a intenção oficializada dos chineses em investir nas ferrovias no Estado, virá a fase da implantação das Ferrovias Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. Nesta última, o projeto permitirá implantar o eixo estruturante, o qual atenderá a Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, localizado em Cáceres.
Destacamos a visão estratégica do governador Silval Barbosa, que ao criar a Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte (Selit), demonstra de forma clara a sua preocupação em dar celeridade às decisões que garantam investimentos no transporte intermodal. Dessa forma, possibilitará o fomento às regiões desprovidas de infraestrutura, mas com forte potencial de produção econômica.
*JOSÉ LACERDA é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso
FONTE: Diário de Cuiabá - MT
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Diversificação aumenta receita da JSL
Mesmo sentindo uma pequena desaceleração em setores da indústria como o automotivo, o balanço que os executivos da JSL (antiga Júlio Simões Logística) fazem sobre 2011 é que o ano proporcionou bons resultados à companhia. A JSL fechou o ano com novos contratos que somam R$ 1,8 bilhão. Além disso, o faturamento total cresceu mais que 20%.
A receita com os novos contratos, divulgada ontem, entrará na contabilidade da empresa dividido ao longo dos próximos oito anos. Embora o valor registrado tenha sido menor do que no ano anterior (quando superou R$ 2 bilhões), a receita bruta total da companhia cresceu 21,7% na mesma comparação - para R$ 2,74 bilhões.
Segundo Denys Marc Ferrez, diretor administrativo-financeiro e de relações com o investidor da JSL, não há um grande responsável pelo crescimento - já que a empresa tem receita pulverizada em vários setores. No entanto, a estratégia da JSL em tentar acrescentar novos contratos com clientes já existentes (o chamado ’cross selling’) é um dos principais indutores de crescimento. Dos contratos de 2011, 71% do valor total foi negociado junto a clientes já existentes.
Por isso, colaborou para o crescimento a diversificação do portfólio de serviços prestados pela companhia. Paralelamente à expansão em setores considerados tradicionais pela empresa (papel e celulose, público, transporte municipal e intermunicipal e automotivo), a JSL estabeleceu como estratégia a entrada em outros setores, como siderurgia e mineração e energia elétrica que, em conjunto com químico, agricultura, bens de consumo e bens de capital, influenciou no resultado.
O principal crescimento na composição do faturamento, inclusive, aconteceu em setores considerados não tradicionais pela companhia: o de siderurgia e mineração. Em 2011, 12,6% da receita bruta veio de contratos no setor - no ano anterior, o número foi de apenas 7,3%.
Para Ferrez, não houve esfriamento da economia em 2011. Segundo ele, mesmo que ocorra esse cenário em breve, a situação significaria oportunidade para a empresa e todo o setor logístico - devido à busca dos clientes por soluções logísticas mais rentáveis. "Nessa hora [de esfriamento] também é a oportunidade para o setor, que pode trazer soluções customizadas", diz.
Mesmo com os bons resultados, Ferrez diz que não há no curto prazo nenhuma estratégia para aquisições. Hoje, a empresa negocia apenas a aquisição de operações logísticas da Marfrig - embora a empresa trate a operação como um novo contrato, e não uma compra. A última aquisição da companhia ocorreu em novembro, quando a JSL anunciou a aquisição de 100% da Rodoviário Schio, hoje em processo de integração com a nova controladora. Especializada em transporte rodoviário de cargas com temperatura controlada, principalmente alimentos, a empresa foi comprada por R$ 405 milhões. A aquisição permite que a JSL cresça no setor de alimentos. Com faturamento de R$ 391 milhões em 2010, a Schio tem entre os principais clientes a Unilever, Danone, Nestlé e Marfrig.
FONTE: Valor Econômico - SP
A receita com os novos contratos, divulgada ontem, entrará na contabilidade da empresa dividido ao longo dos próximos oito anos. Embora o valor registrado tenha sido menor do que no ano anterior (quando superou R$ 2 bilhões), a receita bruta total da companhia cresceu 21,7% na mesma comparação - para R$ 2,74 bilhões.
Segundo Denys Marc Ferrez, diretor administrativo-financeiro e de relações com o investidor da JSL, não há um grande responsável pelo crescimento - já que a empresa tem receita pulverizada em vários setores. No entanto, a estratégia da JSL em tentar acrescentar novos contratos com clientes já existentes (o chamado ’cross selling’) é um dos principais indutores de crescimento. Dos contratos de 2011, 71% do valor total foi negociado junto a clientes já existentes.
Por isso, colaborou para o crescimento a diversificação do portfólio de serviços prestados pela companhia. Paralelamente à expansão em setores considerados tradicionais pela empresa (papel e celulose, público, transporte municipal e intermunicipal e automotivo), a JSL estabeleceu como estratégia a entrada em outros setores, como siderurgia e mineração e energia elétrica que, em conjunto com químico, agricultura, bens de consumo e bens de capital, influenciou no resultado.
O principal crescimento na composição do faturamento, inclusive, aconteceu em setores considerados não tradicionais pela companhia: o de siderurgia e mineração. Em 2011, 12,6% da receita bruta veio de contratos no setor - no ano anterior, o número foi de apenas 7,3%.
Para Ferrez, não houve esfriamento da economia em 2011. Segundo ele, mesmo que ocorra esse cenário em breve, a situação significaria oportunidade para a empresa e todo o setor logístico - devido à busca dos clientes por soluções logísticas mais rentáveis. "Nessa hora [de esfriamento] também é a oportunidade para o setor, que pode trazer soluções customizadas", diz.
Mesmo com os bons resultados, Ferrez diz que não há no curto prazo nenhuma estratégia para aquisições. Hoje, a empresa negocia apenas a aquisição de operações logísticas da Marfrig - embora a empresa trate a operação como um novo contrato, e não uma compra. A última aquisição da companhia ocorreu em novembro, quando a JSL anunciou a aquisição de 100% da Rodoviário Schio, hoje em processo de integração com a nova controladora. Especializada em transporte rodoviário de cargas com temperatura controlada, principalmente alimentos, a empresa foi comprada por R$ 405 milhões. A aquisição permite que a JSL cresça no setor de alimentos. Com faturamento de R$ 391 milhões em 2010, a Schio tem entre os principais clientes a Unilever, Danone, Nestlé e Marfrig.
FONTE: Valor Econômico - SP
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