terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bridgestone realiza logística reversa para descarte de pneus

Como qualquer produto, ao final da vida útil o pneu precisa ser descartado da maneira correta, em local apropriado, visando a não degradação ambiental. Buscando o descarte consciente destes bens, surgiu a chamada “logística reversa”, que permite a devolução de produtos no pós-consumo ao fabricante, o que para muitos é o mecanismo que vai salvar o planeta das montanhas de lixo inorgânico.

Por isso, a Bridgestone Bandag mantém diversos programas de proteção ambiental em suas unidades produtoras, fazendo a coleta seletiva e destinação correta de seus resíduos.

A correta destinação dos pneus inservíveis é feita por meio do programa de coleta gerenciado pela Reciclanip, uma instituição criada pela ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), da qual a Bridgestone do Brasil é associada, juntamente com outras indústrias de pneumáticos.

Este programa tem contribuído para a regularização das atividades de empresas laminadoras que atuam na informalidade, já que a Reciclanip exige de seus parceiros licenciamento junto aos Órgãos Ambientais Estaduais e junto ao Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Os pneus recolhidos são encaminhados para empresas de trituração e picotagem cadastradas. Os fragmentos são reutilizados de diversas maneiras: combustível alternativo nas indústrias de cimento, matéria-prima na confecção de pisos, blocos e guias em substituição à brita, confecção de solados de sapatos, borracha para vedação e peças de reposição para indústria automobilística, entre outras.

Além disso, no segmento de recapagem, as empresas reformadoras de pneus que compõem a rede Bandag destinam de forma correta o pó de borracha, um dos grandes resíduos do processo de reforma. Este pó é utilizado como fonte de energia alternativa e também usado em quadras poli-esportivas.

“Além da responsabilidade dos fabricantes ao se desfazerem daquilo que criaram com o menor impacto para o meio ambiente, é necessário haver o compromisso dos clientes em fazer a melhor compra, buscando empresas que oferecem alternativas como esta” afirma o Gerente de Marketing da Bridgestone Bandag, Ricardo Drygalla.

A Reciclanip é considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo. A coleta e a destinação correta são realizadas pela própria entidade que criou cerca de 700 pontos de coleta, distribuídos em 22 estados, o que permitiu a destinação apropriada de 330 milhões de pneus inservíveis até dezembro de 2010.

Em cumprimento à resolução 416 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a associação investe no programa em parceria com as prefeituras para a coleta e destinação dos pneus inservíveis em todo o território nacional.

Bridgestone-Com sede em Tóquio (Japão), a Bridgestone é a maior fabricante mundial de pneus e detentora das marcas Bridgestone, Bandag, BTS e Firestone. É a primeira colocada do Ranking Global das Empresas Fabricantes de Pneus do jornal norte-americano Tire Business, com a marca de US$24.425 bilhões de vendas em pneus no ano de 2010. Emprega mais de 139 mil funcionários no mundo e mantém operações em 25 países. No Brasil, produz pneus para todos os segmentos em suas fábricas de Santo André/SP e de Camaçari/BA, que juntas atingem capacidade de produção de 42 mil pneus/dia. Saiba mais em [www.bridgestone.com.br].

Bandag-Fundada em 1957, a Bandag é uma multinacional norte-americana de propriedade da Bridgestone Americas Holding Incorporation. Produz materiais e equipamentos para recapagem de pneus. Líder mundial no setor de recapagem, a companhia possui 1.300 concessionários e 18 fábricas em todo o mundo. [ www.bandag.com.br.]
Fonte: Portal Fator Brasil

JSL abre primeira loja de aluguel de caminhões do País no ABC Paulista

A empresa abre nicho inédito no Brasil com novo negócio.

A JSL, empresa com o mais amplo portfólio de serviços logísticos do Brasil e líder em seu segmento em termos de receita líquida, amplia sua atuação comercial e inaugura sua primeira loja de aluguel de caminhões, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. A JSL Aluguel de Caminhões é o primeiro negócio com este modelo de aluguel no País e teve um investimento inicial de R$ 7,5 milhões. A loja passa a funcionar a partir do dia 16 de janeiro.

O novo serviço está preparado para atender tanto empresas quanto pessoas físicas. Além de contratos para diárias, semanais e mensais, o negócio também oferecerá aluguel para um período maior, tudo de acordo com a necessidade de cada um dos contratantes e com preços diferenciados de acordo com o período. A ideia é levar para o aluguel de caminhões o conceito de atendimento customizado, que já é rotina nos serviços prestados pela JSL. Para isto, a companhia contará com uma equipe técnica responsável em elaborar soluções personalizadas aos clientes da loja. Apesar de a primeira loja ser em São Bernardo do Campo, o serviço de aluguel de caminhões tem abrangência nacional, uma vez que funciona também por atendimento telefônico.

Os modelos de caminhão disponíveis para locação são: Iveco 35S14 (baú e carroceria), Volkswagen 8.150 (baú e carroceria), Volkswagen 24.250 (baú, carroceria e caçamba), Volkswagen 26.260 (caçamba e pipa), Scania G380 (cavalo mecânico 6x2), Volkswagen 19.320 (cavalo mecânico 4x2). Outros modelos poderão ser providenciados de acordo com a necessidade do cliente.

A JSL, que também já atua com vendas de veículos seminovos pela rede Seminovos JSL, decidiu lançar este modelo pioneiro de negócio flexível, depois de identificar as necessidades no mercado. “Esse é um mercado já explorado nos EUA e Europa, mas somos o primeiro a fazer algo nesses moldes no Brasil. Com as perspectivas de crescimento do País nos próximos anos, esse mercado se torna muito interessante. Nosso cliente ganha em competitividade, uma vez que não precisa se preocupar com questões como manutenção, além de contar com o expertise de uma empresa reconhecida no mercado”, afirma Fernando Simões, presidente da JSL.

.[Central de Atendimento ao Cliente: 0800 195755].

Perfil-A JSL (JSLG3) atua há 55 anos no mercado e é a empresa com o mais amplo portfólio de serviços logísticos do Brasil, líder em seu segmento em termos de receita líquida e no desenvolvimento e a oferta de soluções inovadoras e serviços logísticos integrados para responder às mais diversas necessidades dos clientes em todos os elos da cadeia de suprimentos. O crescimento sólido e a transparência na realização dos negócios permitiram à companhia ingressar com ações no Novo Mercado, o mais alto índice de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. Suas principais linhas de negócios são: serviços dedicados à cadeia de suprimentos; gestão e terceirização de frotas; transporte de passageiros e transporte de cargas gerais.
Fonte: Portal Fator Brasil

sábado, 14 de janeiro de 2012

Transporte de grãos crescerá 215% este ano

Um novo contrato fechado para 2012 consolida ainda mais a parceria entre a Vale e a ADM para o transporte de milho, soja e farelo de soja. As empresas acabaram de negociar o volume que será transportado este ano, que soma um total 215% superior às operações realizadas em 2011, quando foram movimentadas 615 mil toneladas para o cliente.

O acordo prevê a utilização de soluções que interliguem linha férrea e terminais ferroviários aos complexos portuários de Ponta da Madeira (MA), Santos (SP) e Tubarão (ES). Segundo Elton Pássaro, gerente geral Comercial da Vale, o contrato propicia não só o transporte de grande volume de carga, mas a utilização constante do sistema logístico da empresa dedicado a terceiros. O acordo foi elaborado de forma a manter estáveis os volumes transportados, considerando os períodos de safra e entre-safra dos produtos.

Complexo de Tubarão

Para o Complexo de Tubarão, por exemplo, a Vale transportará para a ADM soja no primeiro semestre e milho, no segundo.

Já para o Porto de Santos, o transporte de soja será alternado com o de farelo de soja. Dessa maneira, a empresa conseguirá um grande aproveitamento do sistema, levando em consideração fatores sazonais e os picos de exportação do mercado. "Possuímos um grande reconhecimento do mercado pelo transporte de açúcar até Santos. O contrato com a ADM representa nossa entrada em grande escala no transporte de grãos ao mesmo destino", disse Pássaro.

Sistema Norte

Com o contrato com a Vale, a ADM volta a transportar soja no Sistema Norte. O produto será transportado pela Ferrovia Norte-Sul desde Colinas (TO), passando pela Estrada de Ferro Carajás até chegar ao terminal de Ponta da Madeira, em São Luís.

Para a exportação da carga, serão utilizados navios de grande porte, com capacidade para até 85 mil toneladas. Com o contrato, a ADM poderá se tornar uma das primeiras empresas a utilizar o novo galpão que a Vale irá instalar no terminal portuário, com capacidade para 45 mil toneladas.

Monitor Mercantil
FONTE: Monitor Mercantil

Frotista quer tolerância maior de peso

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou para 31 de maio deste ano o prazo da tolerância máxima de 7,5% do peso – acima do limite de peso bruto – que pode ser transmitida por cada eixo de veículo à superfície das vias públicas. Apesar da nova data, que já foi prorrogada outras vezes, o setor de transporte de cargas aguarda uma nova posição sobre o tema e reivindica um novo valor de tolerância – considerado mais viável – de até 11%.

“A distribuição da carga de maneira uniforme por todo o veículo é impraticável por causa de uma série de problemas”, explica o diretor da área técnica da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Neuto Gonçalves dos Reis. Segundo ele, esses fatores justificam a reivindicação de que o Contran não deve confiar apenas na exatidão das balanças para fazer a fiscalização.

Entre as dificuldades, Reis cita a existência de irregularidades e desnivelamentos na entrada e saída do local de pesagem, a diminuição da precisão das balanças ao longo do tempo – a lei exige que elas sejam reguladas apenas uma vez por ano –, a variação do peso dos veículos à medida que o tanque de combustível é utilizado e a influência da pressão atmosférica, da temperatura e da umidade do vento.

Outro item que dificulta a distribuição exata por eixo, de acordo com o diretor, “são as cargas que se deslocam durante a viagem, indo de um eixo para outro”. Alguns exemplos são as cargas a granel (soja, milho, trigo e outros grãos), de madeira e de cana-de-açúcar. Além disso, Reis frisa que o remanejamento dos produtos dentro do caminhão, à medida que são descarregados, não é uma tarefa simples.

Sobre o desenrolar do processo até o prazo estipulado - 31 de maio -, Reis acredita que um novo grupo de trabalho seja formado para discutir o assunto e chegar a um acordo com o Contran. Em relação à fiscalização que será executada, diz que “na pior das hipóteses, a situação fica como está, nos 7,5%”. Mas garante que o setor vai batalhar por mais: uma média de 9% ou algo maior.
FONTE: Webtranspo - SP

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lei federal autoriza criação de pedágio urbano por prefeituras

Os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis, segundo a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada na última semana pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos é estimular o transporte coletivo e reduzir a emissão de poluentes.

A nova lei autoriza a cobrança de tributos pelo uso da infraestrutura urbana, "visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade". A receita gerada pelo pedágio ou outra forma de tributação deve ser destinada ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa. O uso de bicicletas também precisa ser estimulado, segundo o texto.

As novas regras de incentivo ao transporte coletivo podem não entrar em vigor antes da Copa do Mundo de 2014, porque os municípios têm prazo até 2015 para se adequarem a elas. As 1.663 cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes terão de elaborar planos de mobilidade urbana. E as cidades que não cumprirem o prazo de três anos para os planos podem ser punidas com a suspensão dos repasses de recursos federais ao setor.

Desafio. Hoje, apenas municípios com mais de 500 mil habitantes eram obrigados a ter planos de mobilidade e nem todas as 38 cidades com esse perfil têm políticas para o setor. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alerta que "fazer a lei pegar" é um dos principais desafios da Lei de Mobilidade Urbana. Atualmente, os municípios já são autorizados a subsidiar os transportes coletivos, mas o subsídio só vale na Região Metropolitana de São Paulo e nos metrôs, segundo o Ipea.

O estudo considera a lei um avanço, depois de 17 anos de debate no Congresso. Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apontou contradições nas políticas públicas. "Ao mesmo tempo em que o governo estimula a compra de automóveis para ajudar a indústria automotiva a enfrentar a crise internacional, a nova lei autoriza a cobrança de tributos para limitar sua circulação nas cidades", afirmou.

O presidente da confederação prevê que poderá ser criada uma guerra fiscal entre os municípios, com estímulo aos motoristas para que licenciem seus automóveis em cidades que tributem a circulação de carros em suas ruas. "Poderemos até questionar a constitucionalidade, porque sobre a propriedade de veículos já incide a cobrança do Imposto de Circulação de Veículos Automotores (IPVA) e poderia ser caracterizada uma dupla tributação."

Táxis. A lei também determina que os municípios fixem a tarifa máxima cobrada pelos táxis. A medida estimularia a competição por meio de descontos.
FONTE: O Estado de São Paulo - SP

Empresas de transportes seguirão ritmo da economia

Questões relacionadas com a economia doméstica e a retração do comércio exterior estão entre os fatores que deverão movimentar os setores no próximo ano, de acordo com o Bradesco BBI.

No segmento ferroviário, por exemplo, a instituição aposta nos negócios da América Latina logística (ALL).

"A ALL deve continuar mostrando crescimento médio de 10% em termos de volume como resultado da migração do transporte por rodovia para ferrovia. Este movimento deverá continuar por pelo menos mais três anos", ressaltaram os analistas do Bradesco BBI, Edigimar Maximiliano e Luiz Peçanha.

Neste sentido, o banco de investimentos do Bradesco afirmou que a ALL deverá se manter como um importante player no mercado da América do Sul. As ações da companhia foram classificadas "outperform" (acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 16,00 em 2012.

Passando para a área de logística, a instituição destacou a Tegma, afirmando que está otimista com os negócios da companhia, diante do comportamento do mercado automotivo brasileiro.

Isso porque, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Brasil deverá expandir sua produção doméstica de veículos em 5%, para 3,7 milhões de unidades em 2011.

Apesar disso, o Bradesco BBI espera que a Tegma diminua gradualmente sua exposição no segmento automotivo, estimando que a participação do setor na receita da empresa cairá a 60% em 2021, lembrando que em 2011 o percentual está em 78%.

"Dentre os principais riscos para a Tegma estão um possível declínio da produção de veículos e piora da economia doméstica", destacaram os analistas da instituição.

Os papéis da empresa também foram classificados como "outperform" e o preço-alvo estabelecido foi de R$ 36,50.

E por fim, em relação ao setor portuário, a instituição mencionou a Wilson Sons, classificada como "market perfom" (na média do mercado), com preço-alvo de R$ 35,50.

"Vemos a Wilson Sons como um caso de investimento diversificado e forte", considerou o Bradesco BBI.

Essa consideração foi feita mesmo sabendo que as companhias que operam no setor portuário podem enfrentar grandes desafios em termos de crescimento de volume com a piora das condições macroeconômicas e diminuição do comércio global.
FONTE: Brasil Econômico - SP

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Preço do frete pode triplicar com estragos nas rodovias

Um dos setores mais sensíveis aos estragos causados pelos temporais, o segmento de transportes de cargas já coleciona prejuízo com a queda de encostas e a proliferação de crateras nas rodovias que cortam Minas Gerais.

“Em linha geral, o custo médio com manutenção de qualquer frota, no período em que não há chuvas, gira em torno de 6% (do frete). Contudo, na condição das atuais rodovias mineiras, o percentual pode até triplicar, chegando a 18% (do preço do carreto)”, calcula Ulisses Martins Cruz, secretário do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado (Setcemg-MG). Por enquanto, os empresários ainda não repassaram o aumento do custo aos contratantes. Mas os empresários alertam que não terão outra alternativa se São Pedro não fechar a torneira.

Resultado: o consumidor pode pagar a conta final. Isso porque enquanto a queda de barreira significa mais gasto com combustível, os buracos representam perigo a pneus, eixo e outras peças. “O preço médio de um pneu é R$ 1,6 mil”, explica Alfredo Gomes de Freitas Júnior, presidente da Cooperativa dos Transportadores Unidos, de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas. A entidade reúne 80 cooperados. Boa parte já teve transtorno com os últimos temporais.

Um dos caminhões do presidente da Unidos, conta, precisou percorrer um desvio de quase 150 quilômetros esta semana: “A carreta ia de Patrocínio para Viçosa, numa viagem de 640 quilômetros, e foi obrigada a desviar o itinerário em razão da queda de barreira”. Ele se refere ao deslizamento de terra na BR-356, próximo a Ouro Preto, que interrompeu o trânsito em ambos os sentidos. Até o início da noite dessa quarta-feira, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o tráfego também havia sido interrompido na BR-354, na Região de Arcos, no Centro-Oeste mineiro, e na mesma 356, em Ervália, mas já na Zona da Mata.

Por sua vez, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) contabilizava nove trechos interditados na malha estadual. “O custo com desvios aumenta bastante. Ainda não aumentamos o preço do frete, porém, se continuar chovendo não teremos outra solução”, prevê Freitas Júnior.

Negociação - O secretário do Setcemg recomenda aos colegas do setor a renegociarem o preço do frete com os contratantes na hipótese de o trajeto aumentar bastante por causa de deslizamento de terras. E aproveita para criticar o estado das rodovias federais: “Veja o caso da BR-381, no trecho entre BH e João Monlevade, onde o asfalto chegou em 1957. De lá para cá, tivemos vários recapeamentos, mas de formas paliativas.”

Mas diversos outros defeitos nas pistas causados pela má manutenção e agravados pelas chuvas também prejudicam os empresários do setor. É o caso da quantidade de buracos ao longo das rodovias. “Pode danificar o sistema de mola. O desembolso, neste caso, é de R$ 800 a R$ 1 mil”, estima Delcídio José Júnior, presidente da Cooperativa de Transportes de Muriaé, na Zona da Mata, outro município bastante prejudicado pelas chuvas dos últimos dias. “Há 110 caminhões parados na cooperativa”, lamenta.

Empresários pedem medidas - A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) pleiteou nessa quarta-feira ao governo de Minas adoção de medidas excepcionais em benefício das empresas que estão em municípios atingidos pelos temporais que castigam o estado. Entre as medidas solicitadas, está a prorrogação do prazo para recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), bem como das datas de pagamento das contas relativas a serviços prestados pela Cemig e Copasa. Segundo a entidade, as tempestades dificultam as atividades dos estabelecimentos de comércio.

Personagem da notícia - Kênio Aparecido de Oliveira, caminhoneiro.

Quilômetros a mais até o destino

Os estragos nas rodovias mineiras causados pelas chuvas não prejudicam apenas os proprietários de transportadoras de cargas. Os longos desvios e os excessos de buracos também afetam o dia a dia dos caminhoneiros, que passam mais tempo nas estradas, convivendo com mais risco de acidentes. Nessa quarta-feira , o carreteiro Kênio Aparecido de Oliveira, de 39 anos, sentiu na pele o transtorno provocado pela queda de uma barreira na BR-356. Ele precisou percorrer 150 quilômetros a mais para chegar ao destino. “Saí de BH com destino a Mariana. São pouco mais de 100 quilômetros. Agora vou ter de dirigir muito mais. Tenho 15 anos de profissão e, com certeza, afirmo que a situação da malha viária em Minas é a pior que já vi”.
FONTE: Estado de Minas - MG